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A fumaça espessa subia em redemoinhos, e cada tragada soava como o fole de um velho fole quebrado, áspera e pesada, queimando a garganta e os pulmões. A consciência de Xá Feng rapidamente se tornava turva.
"Não pode, não pode adormecer, senão morre."
"Lúcido, tenho que ficar lúcido!"
...
O vermelho sem fim de repente se apagou, dando lugar à mais profunda e densa escuridão. Xá Feng sentiu-se como um homem a afundar, lutando inutilmente para agarrar qualquer coisa que pudesse ajudá-lo a escapar desse estado de deriva impotente, para se livrar daquela escuridão indizível.
Subitamente, à frente, surgiu um ponto de luz avermelhada, como o nascer do sol ao amanhecer.
Sob sua luz, Xá Feng sentiu recuperar um pouco de força, e então, desesperadamente, se lançou em direção àquele brilho.
Quando, apoiado pela claridade, Xá Feng finalmente deu esse passo, a luz ficou cada vez mais brilhante, passando do escarlate para o branco puro, despedaçando a escuridão, que se dissipou em um instante.
Ele se sentou abruptamente, arfando, e percebeu que havia sonhado com um incêndio terrível. Antes mesmo de as chamas o alcançarem, já caíra inconsciente no sonho devido à fumaça, restando-lhe apenas a espera turva e desesperada pelo avanço do fogo. Era como as vezes em que sofrera de paralisia do sono: sabia que estava sonhando, mas não conseguia se libertar, sem forças, sem controle.
O sonho fora tão vívido que deixou Xá Feng inquieto. Como não sentia cheiro de fumaça, permaneceu sentado, atônito, demorando a recobrar os