O capitão da equipe de repressão ao narcotráfico da Polícia de Fronteira no Sudoeste, Zhuang Yan, prestes a se aposentar, aceita uma última missão do batalhão: liderar sua equipe numa operação de cerco durante uma batida. O que parecia ser uma tarefa sem maiores complicações acaba levando todo o grupo, em uma área remota da floresta, a presenciar uma transação misteriosa. Durante a tentativa de captura, a equipe inteira se vê mergulhada em uma crise, e Zhuang Yan, ao tentar salvar seus companheiros, é atingido por um tiro e perde a consciência. Quando desperta, quase quatro anos já se passaram. Na nova realidade, em que tudo mudou, Zhuang Yan, agora ex-militar, parte mais uma vez em direção àquela floresta de outrora, movido pela busca de respostas e pelo desejo de reencontrar a si mesmo. No entanto, o que o aguarda pode não ser a verdade que procura. O redemoinho do destino o arrasta cada vez mais para o fundo, e o único objetivo que ainda o mantém de pé é a família e aquela mulher que jamais conseguiu esquecer. Talvez, apenas quando estiver sozinho à beira-mar, embalado pela brisa noturna, ao olhar para trás e revisitar o passado, Zhuang Yan perceba, enfim, que a vida não lhe ofereceu respostas. Cada instante vivido foi, na verdade, dissolvido silenciosamente no interminável fluxo do tempo.
Cada instante que escorre neste momento acabará por se perder no interminável rio do tempo.
O vento outonal soprava melancólico na orla da floresta tropical; no horizonte, fiapos de nuvens eram rasgados pela luz da lua, enquanto os céus, antes tranquilos, agora se encrespavam em turbilhões inquietos. No coração da floresta, sob o brilho prateado da lua, lama e cascalho espirravam sob os grossos pneus, e todo o comboio avançava em alta velocidade, serpenteando pelas montanhas como uma longa cobra que se arrastava lentamente entre os vales.
A fronteira sudoeste das florestas tropicais, depois da célebre Operação Mekong, permanecera anos em apatia. Contudo, recentemente, como por um capricho do destino, novamente eclodiram focos de combate ao narcotráfico próximo à fronteira. Por ordem superior, nossa companhia deveria, às cinco e meia da manhã, atacar de surpresa uma aldeia oculta nas montanhas. Informações confiáveis apontavam que, em três antigas mansões abandonadas no canto sudeste da aldeia, um grande grupo de traficantes de drogas aguardava para fazer o transporte. Coube à nossa Terceira Companhia da Unidade de Combate ao Narcotráfico da Polícia de Fronteira do Sudoeste dar suporte à polícia na destruição daquele ponto de trânsito.
Quatro horas da madrugada.
“Capitão, nós vamos mesmo só ficar na vigilância? Não vamos participar do combate? Uma oportunidade dessas de ganhar mérito é rara!”, reclamou Kang Jianhu, sentado no banco traseiro do jipe.
No banco do passageiro, recuperei meus pensamentos e, em voz baixa, respondi: “Isto é uma oper