Jiang Yuanjin, dotado de um talento incomparável para o cultivo, chega a uma metrópole de outro mundo e ativa o Sistema de Daoísta Supremo. O Rei Imortal dos Mortos, que nunca perece; a bela estudante, pura e inocente, possuída pela raposa de nove caudas; a diretora sedutora que cria pequenos espíritos... Todos devem se curvar ou enfrentar a morte! Com um talismã na mão esquerda e uma espada mágica na direita, ao apontar para o céu, este se despedaça; ao indicar a terra, ela se rompe; ao desafiar as estrelas, elas perdem seu curso; ao tocar os rios, eles correm ao contrário. Todas as criaturas demoníacas se prostram, nenhum mal ousa se opor. Se o céu não me concedesse a existência, Jiang Yuanjin, o caminho eterno seria tão sombrio quanto uma noite sem fim!
O sol poente oscilava prestes a desaparecer, seus raios refratados pelas nuvens deslizavam lentamente entre prédios altos e baixos, dividindo a luz em camadas organizadas, separando claridade e sombra com precisão.
Sobre a rua de pedras cobertas de musgo, uma garota de beleza singular corria apressadamente. Acima de sua cabeça, fios elétricos se entrelaçavam, enquanto atrás dela ecoavam gritos ora distantes, ora próximos. Aquela voz rouca e sinistra soava como o último gemido de um ancião à beira da morte, ou como o urro de uma fera, fazendo qualquer um sentir um arrepio gelado.
Xia Chan corria desesperadamente, sua saia desenhava nas rajadas de vento as linhas de suas pernas longas e retas. O barulho caótico ao redor se misturava, as conversas dos curiosos tornavam-se distantes e distorcidas. Ela queria cerrar os dentes, mas já não conseguia; respirar pelo nariz era insuficiente para suprir o oxigênio de que precisava.
Seus pés continuavam a se mover alternadamente, o céu azul parecia irreal. O suor ardia em seu rosto, centelhas saltavam em sua mente, ora aguçadas, ora lentas. As árvores à beira da rua, com o vento frio da primavera, soltavam algumas folhas, que giravam no ar antes de serem levantadas novamente pela brisa criada pela jovem, rodopiando no chão até assentarem.
— Ei, Xia Chan, para onde está correndo tão rápido? — gritou um dos dois rapazes suados, segurando uma bola de basquete, do outro lado da rua.
Ela não respondeu; num piscar de olhos, desapareceu do campo de visão dos garotos.
— O que será que deu na Xia Chan? Tão