Vocês acreditam? Eu digo a vocês, no futuro criaremos uma era, uma era capaz de fazer tremer até mesmo Hollywood, e naquele tempo... Naquele ano, um aluno preguiçoso do último ano da Universidade Yan Ying, conhecido pelo orientador como a maçã podre da turma, embriagou-se e gabou-se diante dos amigos com tais palavras. Ele achava que era apenas conversa de bêbado e, ao acordar, cada um voltaria à sua rotina... Porém! Uma semana depois, quando os amigos venderam até o que não tinham para montar uma equipe de filmagem e, ansiosos, aguardavam que ele começasse a dirigir... ele entrou em pânico... E assim, após aquele ano... todos no mundo do cinema ficaram perplexos... — Mas eu só sei fazer filmes ruins!
“A vida é como uma viagem traiçoeira; talvez, antes de partir, você acredite que o futuro será perfeito, faz todo tipo de planos, mas quando o amanhã chega, descobre que o destino está coberto de estrume de vaca!”
“Claro, isso nem é o pior; o pior é que, teimoso, você ainda pega o estrume, leva ao nariz para cheirar, tentando descobrir se é mesmo real, e, quem sabe, até abre a boca... vai que... é chocolate com sabor de estrume?”
“Talvez, essa seja a vida!”
O sol poente tingia o céu de dourado. Diante dos portões movimentados da Academia Yanying, Shen Lang ajustou os óculos e, sem aviso, proferiu essas palavras; após dizê-las, permaneceu em silêncio, fitando o portão da escola, os olhos semicerrados.
Ao longe, os últimos raios do sol pintavam as nuvens de escarlate. Uma brisa leve passou, e a silhueta não muito alta de Shen Lang ganhou uma aura de melancolia.
O crepúsculo é maravilhoso, mas anuncia o fim do dia.
Para o viajante Shen, a travessia foi um mau negócio...
Por que atravessar mundos, afinal?
Sobretudo para um tempo em que o cinema estava em efervescência, diretores consagrados e atores talentosos quebravam recordes sucessivos, e ele, um completo estranho na área, servia para quê?
Já se passara um ano desde a sua chegada, e nada conseguira realizar...
“Shen, de repente você me parece um filósofo de gosto muito peculiar...” O Macaco Magro, ao lado, primeiro ficou surpreso, depois soltou um suspiro profundo; ao refletir, viu enorme sentido nas palavras de Shen Lang – eram de uma concretude tão vívida que,