O que resta é apenas o ruído.

O que resta é apenas o ruído.

Autor: Amor Silencioso

O Pássaro e o Mago simbolizam uma era—uma época em que o basquete profissional se tornou querido na pátria da bola laranja. Foram eles que prepararam o terreno para que o Voador reinasse absoluto, para o domínio implacável de OK, para as façanhas de Sua Majestade LeBron, para o esplendor de Durant, Curry e tantos outros que transfiguraram o jogo em uma arte sublime. Graças a esses pioneiros, todos os que vieram depois tornaram-se bilionários, senhores de impérios empresariais, elevados ao mais alto patamar social. Mas, se retrocedermos quarenta anos no tempo, tal panorama pareceria impensável. A liga era desprezada, e o maior nome da época era um racista convicto; o herdeiro perfeito de Bob Cousy definhava entre a inveja dos companheiros e o flagelo do álcool; um homem possuidor da bandeja mais elegante de todos os tempos, mas também de uma personalidade insondável; outro com potencial para ser Michael Jordan, porém, afundado em uma vida pessoal caótica, afastou-se de todo e qualquer desígnio de grandeza; a grande esperança branca sucumbiu após a explosão de um joelho; Rondo e Dr. J eram ídolos inigualáveis, mas um vencia demais e falava de menos, o outro vencia de menos e falava demais. O declínio dos anos 70 persistia: brigas violentas, uso disseminado de drogas, excesso de jogadores negros, salários inflacionados—a soma de tantos males empurrava a liga, destinada a valer bilhões, para o abismo da incerteza. A crise, contudo, é sempre o nome secreto da oportunidade—quanto mais desesperadora a situação, mais grandiosas as figuras que emergem. Eis então aquele homem vindo do futuro, destinado a se tornar o mais singular entre as estrelas fulgurantes de sua geração. Ele sabia, com clareza cristalina: vencer tudo era o bastante; o resto, mero ruído. PS: Se és daqueles torcedores que acreditam piamente na lenda dos Salvadores em Preto e Branco, talvez este livro te surpreenda profundamente.

O que resta é apenas o ruído.

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Capítulo Primeiro: O Indivíduo Desorientado

Lu Ruohé despertou em um lugar caótico.

Era-lhe difícil descrever com palavras aquele ambiente: ao redor, as luzes vacilavam, e na plataforma distante, um DJ tocava uma música de qualidade deplorável.

Diante de Lu Ruohé, uma mulher vestida de maneira ousada, quase monstruosa, subia sobre ele como uma criatura fantástica.

Ela pretende devorar-me?

O vazio em sua mente durou alguns instantes, até que Lu Ruohé logo percebeu que o rosto diante de si não pertencia ao seu mundo.

Quando a mulher, com insinuações ambíguas, se aproximou ainda mais de seu abdômen, ele não pôde conter um grito: “Mantenha distância de segurança!”

Ao pronunciar as palavras, ficou atônito — e a mulher também. Ele havia falado em inglês, e aquela diante dele não era chinesa, mas uma caucasiana autêntica.

“Que tipo de distância de segurança você deseja?” perguntou ela, com provocação, já aninhando-se sobre Lu Ruohé. Apesar da intimidade da pose, não havia entre eles contato mais profundo, nada que ultrapassasse o limite do decoro.

Finalmente, Lu Ruohé compreendeu: estava recebendo um serviço autêntico, padronizado, absolutamente integrado, de uma dançarina de striptease em regime 1V1. Ela se esforçava em seduzi-lo de todas as maneiras, e ele só podia imaginar, pelo toque, as delícias que lhe eram prometidas.

Por que haveria tal serviço em seu país?

Ao perceber que falava inglês e que a mulher era estrangeira, Lu Ruohé concluiu que sonhava.

Ora, se era um sonho, que o desfrutasse ao máximo.

Costumava acordar imediatamente ao perceber-

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