Esta é a história de um homem comum que encontra força nos pesadelos... Certo dia, Lin Sheng percebeu que, em meio à sua rotina banal e ordinária, algo estranho havia surgido. Um pesadelo incessantemente repetido lançou-o numa jornada indescritível e perturbadora. Um pesadelo colossal, um segredo envolto em névoa e ilusão.
Uma mulher de cabelos curtos e vestida de branco estava sentada de costas para ele diante da escrivaninha. Era noite, e a luz da lua, diáfana como um véu, banhava a cena; a mulher mantinha as mãos apoiadas sobre a mesa, imóvel. Não havia luz, tampouco qualquer ruído. Ao redor, reinava um silêncio absoluto.
Lin Sheng jazia na cama, com a cabeça envolta pelo edredom, observando de lado a figura feminina à sua mesa. Sentia-se inquieto. Lembrava-se de ter ido dormir às nove e meia, e, pelo escuro do céu, não deveria ser mais que três ou quatro horas da madrugada. Era seu quarto, e ao despertar, viu diante de sua escrivaninha uma mulher sentada. Donde teria vindo essa mulher...?
Sem enxergar bem, seus olhos míopes mal distinguiam o contorno da jovem de branco. Em sua casa, ninguém vestia branco: sua mãe jamais usava a cor, e a irmã, que estudava fora, só trajava o uniforme da universidade. O silêncio ao redor era opressivo.
Lin Sheng franziu a testa, esforçando-se por piscar, tentando discernir quem era a mulher sentada ali. Mas a noite era demasiado escura, e tudo se perdia na penumbra. Mais inquietante ainda, seu corpo estava paralisado!
Num estado de torpor, ele percebeu vozes conversando, como se alguém estivesse à cabeceira da cama, num ponto fora de seu campo de visão. Os sons vinham tão próximos que parecia que os interlocutores o olhavam fixamente, conversando de modo indistinto e frio. Ele podia imaginar dois seres, de olhos gélidos e estranhos, fitando-o enquanto murmuravam entre si.
Um arrepio percorreu-lhe o corpo, eriçando cada fio