Meu Pequeno Sítio em 1978

Meu Pequeno Sítio em 1978

Autor: Famoso forno de cerâmica

Longe do bulício urbano, em uma aldeia montanhosa sossegada, ergue-se uma pequena fazenda rural. Ali, encontra-se Maotai por sete ou oito yuans, garrafas de dez e tantos yuans, Wuliangye de sete ou oito yuans, verduras orgânicas, peixes e camarões orgânicos, carne de cordeiro cozida de forma natural, tudo verde, ecológico e de sabor incomparável. Outrora um homem de meia-idade, divorciado e fracassado, agora transforma-se no senhor tranquilo de um pequeno refúgio rural. O nome da fazenda ecoa ao longe, conquistando fama. Sandálias, leque de folha de bananeira, camiseta de algodão, o dia inteiro se desenrola com lentidão e serenidade. “Reservas para jantar? Não há problema, é só entrar na fila.” Uma mesa por dia, conforme o humor do anfitrião; uma rotina de prazeres calmos e despretensiosos. Li Dong, ao tocar o pequeno objeto pendurado ao peito, sente-se repleto de energia; é hora de ir buscar suprimentos em 1978. Assim começa a singular história de um homem de meia-idade do ano de 2018, atravessando quarenta anos para abastecer sua fazenda e viver uma vida rural cheia de encantos.

Meu Pequeno Sítio em 1978

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Capítulo 1: Administrar uma fazenda não é tarefa fácil

— O filho da família Li, quem sabe o que lhe passou pela cabeça… Um bom professor, largou o ofício para ir criar peixes num vale isolado.

Diante da velha casa de muros brancos e telhas negras, com seus frontões típicos da arquitetura ancestral do sul de Anhui, dois idosos conversavam sob o sol abrasador.

— Pois é, ser professor é coisa boa, ainda ganha dinheiro para a aposentadoria. Criar peixe… que futuro pode haver nisso? E olha que nosso reservatório, que peixe pode dar? No dia em que chover demais, tudo vai embora na enxurrada…

— Dizem que ele vendeu até a casa que tinha na cidade só para investir no peixe.

— Vendeu a casa? O que houve com esse rapaz, não pensa em voltar para a cidade?

Era realmente difícil de acreditar. Vender a casa na cidade não é brincadeira. Sem um lar, como poderia retornar?

— Pois é, foi o que minha filha me contou. O rapaz ainda é novo, mas parece que perdeu o rumo… O que há aqui na aldeia, afinal?

Enquanto falavam, uma senhora veio caminhando, cesta no braço, prestes a lavar hortaliças no riacho à frente. Ao ouvir a conversa, parou.

— Vai lavar as verduras, comadre?

— Vou sim, o canal em frente de casa secou, vou olhar o riacho. E vocês, conversando sobre o quê?

— Sobre o rapaz da família Li, que vendeu a casa. O que será que se passa em sua cabeça? Neste recanto de montanhas, quem viria para cá?

— Vocês não sabem… Ouvi dizer que a mulher do rapaz encontrou outro, houve escândalo e separação. Ele ficou sem graça de permanecer na cidade.

— É mesmo? Não sabia disso!

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